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Uma nova maneira de olhar para si

POEMAS SOBRE A ARTE DE SER E SE PERCEBER UM SER INCONCLUSO

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La réproduction interdite, de René Magritte

POEMAS INCONCLUSOS é um não espaço por onde ideias giram em órbitas imaginárias. Versos desregrados a tua espera aqui estão; eles nada mais são do que a busca da imperfeição que só se desfaz no completarem-se em ti. Há aqui nestes versos uma falta, uma ausência, um oco vernacular, um paradigma secular, que se redimem ao serem lidos por ti. Esse desentido de poemas incompletos que há em mim, desmoldados de toda a palavra pautada, de toda a cor copiada e de todo o som sampleado, se redimensiona no eu-você. Que benção. Já não me sinto mais tão só no mundo.

Todos estes não poemas aqui rascunhados estão sendo escritos incompletos, neste exato momento, por este que te fala agora, na intenção de que eles se vejam em ti. Quando tu leres tais versos, tenhas a certeza de que ainda não estão escritos.

Neste momento, estamos distantes, em continentes separados, mas as palavras aqui conversadas farão a ponte entre o infinito dos nossos particulares e, só assim então, estaremos mais perto do que nunca, mais íntimos do que outrora, na esperança de que amanhã já não sejamos mais… o que mesmo? É engraçado que tenho percebido nessa caminhada de incompletudes que, a cada dia que passa, quanto mais aprendo menos sei. E esse menos sei me faz um ser mais incompleto. E esse ser mais incompleto me faz perceber o quanto ainda hei de transcender. Essa realização me deixa feliz. Olhar para mim e me ver esse ser incompleto; me admitir ser circunstância em execução infinita que amanhã já não será mais o mesmo ser. Por isso mesmo, e por mais nada além do que isso, esses poemas não podem ser acabados. Serão a infixidez constante do tempo de agora que já é ontem, em cada palavra que você me come e onde as coisas revivem. Mas elas revivem? E refazem sentido a cada nova translação em torno da estrela maior.

 

Que possamos ser… esta é a busca suprema.

Enjoy your time!  

Flavio Graff