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O medo de aceitar



Aceita o tempo

Aceito o pranto

Aceita o branco


Aceita a ruga

Aceita a rusga

Aceita a fuga


Aceita o tranco

Aceita o flanco

Aceita o vento


Que leve, leva o tempo

Que nunca foi

Além do eterno momento


Aceita a transitoriedade

Aceita a vulnerabilidade

Aceita a tua felicidade


Mesmo que te pareças ingrata

Ela sempre vem em forma de graça

Desavisada


Desviada de onde fixada

Estava o teu olhar

Perdidamente vitrificado


Aceita a paz

Aceita que és capaz

Aceita e refaz


Aceita, mas não se compraz

Se já não te apraz

Ser tão costumaz


Aceita e conduz

Aceita e reluz

Nas trevas da ignorância que nos seduz


Aceita e avança

Nos patamares sublimes

Da tua ascensão


Aceita e introduz

As alegrias supremas

Aos dispersos na inconsciência


Aceita a imortalidade

Aceita a imoralidade

Aceita a espiritualidade


Aceita a vulgaridade

Aceita a divindade

Aceita a leviandade


Aceita e transcende os pódromos inferiores

Que te aprisionam nos castelos do egoísmo

E te massacram no sadomasoquismo


Aceita o altruísmo

Aceita e revisa o magnetismo

Aceita e concilia


Aceita e revitaliza

Aceita e viraliza

Aceita e se autorealiza


Aceita e ama

Aceita e trama

Aceita, mas não reclama


Da ascensão que te levará

Aos postos mais altos

Do teu destino feliz


Copyright Flavio Graff



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